CRM para transportadora onde a venda é o embarque

Aqui o cliente não é um negócio no funil. É um cliente que cota quarenta vezes por mês, e cada cotação tem prazo de horas.

Algum destes soa familiar?

  • Ninguém sabe quantas cotações do mês viraram embarque
  • Uma cotação saiu em seis horas e o cliente já tinha fechado com outro
  • Responder "onde está minha carga" exige abrir três sistemas
  • Um contêiner ficou parado por documento e a armazenagem correu
  • A tabela de preço é revisada por percepção, não por rota que perde

Por que isso acontece

A lógica de funil de vendas não descreve logística. Um funil pressupõe um negócio que avança por etapas até fechar; aqui o mesmo cliente abre dezenas de cotações por mês, cada uma com rota, modal e prazo próprios, e a maioria morre em horas por causa do preço de outro. Colocar isso num CRM genérico produz um pipeline com centenas de cartões que ninguém consegue ler.

A consequência prática é que quase nenhuma transportadora sabe a própria taxa de conversão. Quantas cotações viraram embarque neste mês? Em qual rota se perde mais? Perde-se por preço ou por demora na resposta? Sem esses números, a decisão de tabela de preço é feita no escuro — e, em muitos casos, a cotação que demorou seis horas para sair já tinha sido perdida para quem respondeu em quarenta minutos.

Depois do embarque começa o segundo problema: o telefone. "Onde está minha carga?" é a pergunta mais repetida do setor, e responder exige abrir dois ou três sistemas diferentes — o do armador, o interno, a planilha da equipe. É trabalho que não gera receita nenhuma e consome o dia de quem deveria estar cotando.

E há o custo que aparece sem aviso. Documento que falta trava contêiner, e armazenagem em porto corre por dia. Quando alguém percebe, o valor já subiu — e quase sempre não foi negligência, foi ninguém ter uma tela onde a pendência aparecesse antes de virar despesa.

O que construímos

Cotação como registro, não como e-mail

Cada cotação entra com rota, modal, cliente, prazo de resposta e resultado. É o que transforma um histórico solto de e-mails em base para decidir preço.

Conversão por cliente e por rota

Quantas cotações viraram embarque, em quais rotas se perde e quanto tempo se leva para responder. Com isso a revisão de tabela deixa de ser percepção.

Posição da carga sem ligação

Uma consulta que o cliente faz sozinho, por link ou WhatsApp, com o estágio do embarque em linguagem clara. Devolve o dia de quem estava atendendo telefone.

Checklist de documento por modal

Cada tipo de embarque tem sua lista, com responsável e prazo. A pendência aparece antes de virar contêiner parado, e não depois.

Alerta de armazenagem

Aviso quando a carga se aproxima do prazo livre no terminal. É o tipo de conta que ninguém faz de cabeça e que só é notada quando já virou fatura.

Histórico por conta, não por vendedor

O que foi cotado, a que preço e com qual resultado fica na conta do cliente. Quem assume a carteira vê o histórico inteiro em vez de recomeçar.

O que passa a ser possível

  • Saber a taxa de conversão de cotações por rota e por cliente
  • Medir quanto tempo o time leva para responder uma cotação
  • Deixar o cliente consultar a posição da carga sem ligar
  • Ver as pendências de documento antes de a armazenagem correr

Perguntas frequentes

Integra com o Portal Único Siscomex?

Existe caminho oficial, mas ele exige certificado digital e habilitação, e o que dá para automatizar varia conforme o perfil da empresa. Verificamos isso no levantamento, antes de fechar escopo. Quando a integração completa não compensa, costuma valer a pena integrar só o que muda a operação — o acompanhamento do estado da carga — e deixar o resto no fluxo atual.

E o rastreio dos armadores e companhias aéreas?

Cada um expõe de um jeito, e alguns não expõem. Onde há API ou EDI, integramos. Onde não há, o desenho é registrar o marco pela equipe e deixar o sistema cuidar do aviso ao cliente — que é onde está a maior parte do ganho de tempo, já que a ligação some do mesmo jeito.

Serve para transportadora rodoviária pequena, sem operação aduaneira?

Serve, e fica mais simples: some a parte de documentação de comércio exterior e sobra o que costuma doer mais em frota pequena — cotação com resposta rápida, conversão por rota e posição da carga sem telefone. O sistema entra menor e cresce se a operação crescer.

Já temos um sistema de gestão de transporte. Vale substituir?

Quase nunca. Sistema de gestão de transporte cuida bem de operação e faturamento; o que costuma faltar é a camada comercial — cotação, conversão e comunicação com o cliente. Construir essa camada e integrar com o que já existe é mais rápido, mais barato e não interrompe a operação no meio.

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