Mapa do que é repetitivo hoje
Antes de automatizar, medimos: quais rotinas existem, quantas vezes rodam e quanto tempo consomem. Sem isso a automação vira preferência pessoal em vez de decisão, e costuma acertar a tarefa errada.
Quase toda operação tem uma tarefa que consome duas horas por dia de uma pessoa e não deveria consumir nenhuma.
O caso mais comum não é falta de sistema, é excesso. A empresa tem um sistema de venda, um de emissão fiscal e uma planilha da diretoria, e alguém no meio copia dado de um para o outro todo dia. Esse trabalho não aparece em relatório nenhum, mas é salário, e some inteiro quando os dois lados passam a conversar.
O segundo padrão é o orçamento montado do zero toda vez. Quem vive de orçar, obra, serviço, instalação, revenda, refaz o mesmo documento com os mesmos itens e preços a cada pedido, no WhatsApp, sem cópia e sem histórico. No fim do mês ninguém sabe quantos foram enviados nem quantos viraram venda, que é justamente o número que diria onde a operação está perdendo.
O terceiro é a cobrança. O boleto vence, ninguém percebe, e a lembrança vem duas semanas depois por acaso. Cobrança é a tarefa mais previsível que existe numa empresa: tem data, tem valor e tem destinatário. É a primeira que deveria rodar sozinha, e quase sempre é a última.
Antes de automatizar, medimos: quais rotinas existem, quantas vezes rodam e quanto tempo consomem. Sem isso a automação vira preferência pessoal em vez de decisão, e costuma acertar a tarefa errada.
Integramos por API quando existe e por banco ou arquivo quando não existe. O objetivo é eliminar a digitação dupla, que é onde mora a maior parte do desperdício e também dos erros.
Itens e preços ficam cadastrados; o orçamento é montado escolhendo, não digitando. Sai em PDF ou por WhatsApp, com registro de envio e de aprovação, e daí aparece a taxa de conversão que hoje ninguém consegue calcular.
Aviso antes do vencimento, lembrete no dia, cobrança depois. Regra fixa, sem alguém precisar varrer o extrato para descobrir quem não pagou.
Toda rotina automática deixa rastro do que rodou, quando e com qual resultado. Automação sem registro é caixa-preta: quando falha, ninguém percebe até o cliente reclamar.
Frequentemente dá. Sem API, os caminhos são leitura direta do banco de dados, exportação e importação de arquivo, ou automação sobre a própria interface. Escolhemos pelo mais estável, não pelo mais rápido, automação improvisada sobre tela quebra na primeira atualização do fornecedor. Se não houver caminho confiável, dizemos antes de fechar escopo.
Pela conta mais simples que existe: quanto tempo aquela rotina consome por semana, multiplicado pelo custo da hora de quem a executa. Automação de rotina diária costuma se pagar em poucos meses; de rotina mensal, quase nunca vale. Fazemos essa conta com os seus números no levantamento, e se não fechar, dizemos que não vale.
O mínimo possível, de propósito. Automação que exige mudar todo o processo é abandonada na terceira semana. O caminho que funciona é manter o fluxo que a equipe já domina e tirar dele só o que é repetitivo, o WhatsApp continua sendo o canal, o que muda é que passa a ficar registrado.
A gente escuta, aponta o que dá para resolver primeiro e manda uma proposta com preço e prazo fechados. Sem compromisso.
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